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'Quando você começa a avançar muito, parece que incomoda alguns', diz Rael

Kamille Viola

2025-01-20T19:11:52

25/01/2019 11h52

Rael prepara novo disco. Foto: divulgação/Jorge Bispo

Rael já tinha uns bons anos de estrada — hoje são 20 — quando chamou atenção com a romântica "Envolvidão", em 2014, do EP "Diversoficando". Com o álbum "Coisas do meu imaginário", de 2016, o rapper, que une o hip hop a outros gêneros musicais, viu sua carreira deslanchar de vez. A turnê do disco rodou o Brasil e levou o artista para a Europa. Além disso, nesse meio tempo ele participou do projeto Língua Franca (ao lado de Emicida e dos rappers portugueses Capicua e Valete), que fez um álbum, e lançou um elogiado show com releituras de canções de Vinicius de Moraes, que planeja transformar em disco.

A turnê de "Coisas do meu imaginário" volta ao Rio neste sábado, no Parque da Bola, em evento que reúne ainda nomes como Emicida e Rashid. Trabalhando no próximo álbum, a ser lançado ainda este semestre — ele seria produzido por Carlos Eduardo Miranda, morto no ano passado —, Rael falou com o blog sobre o desafio de lançar um disco depois ter um trabalho com grande repercussão, o que anda ouvindo de diferente, a questão racial no Brasil e o atual momento do rap no país, entre outras coisas.

Você está preparando seu próximo disco, né? Qual a previsão?

É, eu estou em estúdio agora. Estou nesse processo de criação, então vai conforme as coisas vão surgindo. Já tem uma música pronta, que está para sair, chamada "Linda flor de Aruanda". O disco em si ainda não tem uma nada certo, mas vamos tentar lançar no primeiro semestre. Esse trabalho, na verdade, era para ter saído ano passado. Quem ia produzir ia ser o (Carlos Eduardo) Miranda. Só que ele veio a falecer (em 22 de março de 2018), então eu tive que me organizar. E ele me falou, antes de morrer, coisas muito fortes, tipo que eu produzia, que eu cantava, que eu rimava, e que no mundo, só tinha umas cinco pessoas assim, isso deu um incentivo para eu mesmo fazer essa produção. Então eu estou, neste momento, mais focado nas instrumentagens, melodias. Não pensei ainda em que vai participar e meio que estou no processo de criação das letras. Estou 100% voltado para o projeto tanto da produção como da parte lírica, ideia e concepção, tudo.

E você fica criando no próprio estúdio? Como é sua maneira de trabalhar?

Sim, sim. Estou nele agora. Eu tenho um estúdio na minha casa. É um home studio, mas eu tenho equipamentos com os quais já consigo captar, e são coisas que já saem prontas para a mixagem.  E eu fico aqui, nesse processo, internado (risos), criando e tocando, chamo alguns músicos para gravar algumas coisas. Está ficando bacana, eu tenho curtido essa parte instrumental. Eu já tinha produzido o meu primeiro disco, "MP3 — Música Popular do 3° Mundo" (de 2010), mas não tinha muita experiência nem condições técnicas, no sentido de ter equipamentos eletrônicos, financeiras. Não existia essa parada, então eu contava muito com o apoio de músicos ou de estúdios. Agora acho que é um momento em que eu estou um pouquinho mais estruturado para fazer isso.

Desde o seu disco mais recente, "Coisas do meu imaginário" (2016), a sua carreira vem avançando: você concorreu ao Grammy Latino (pela composição "A chapa é quente!", ao lado de Emicida, do álbum "Língua Franca", 2017), se apresentou fora do Brasil… Como tem sido esse crescente na qual a sua carreira vem vindo?

Acho que é isso mesmo, é uma construção, é a soma de tudo que já tem sido feito. Eu tenho quatro álbuns com o grupo de rap que eu tinha, chamado Pentágono, tenho o "Língua Franca" e tenho os quatro solo, vai sair agora o quinto, que é o décimo de carreira. Quando chegou a época do "Coisas do meu imaginário", tudo o que estava acontecendo ali, algo que eu já tinha feito, se somou, ganhou força: "Quanta coisa que o cara já fez, grupo, participação, pá." E aí o disco me deu o Prêmio da Música Brasileira de melhor cantor, então as acho que pessoas começaram a olhar para esse meu lado também, para o lance de que, sendo do rap, eu sempre misturei ele com outras coisas. Têm sido maravilhosas essas experiências, de turnê internacional, de estar sendo reconhecido, é mágico. É isso que dá força para a gente continuar.

Isso te traz alguma espécie de pressão ou ansiedade sobre o álbum novo que você está fazendo?

Ah, isso, sempre tem. No "Coisas do meu imaginário" teve, eu tinha acabado de vir de "Envolvidão", que acho que é a minha música que as pessoas mais conhecem (hoje, com mais de 80 milhões de visualizações no YouTube), os amigos falavam: "Ih, agora você está fudido, vai fazer outro disco!". E eu: "Como assim? Fiz uma música que deu certo, agora vou eu estou fudido por quê (risos)?" Às vezes as pessoas geram uma pressão em cima de você, criam expectativas maiores do que a sua. Isso acho que todo mundo antes de lançar alguma coisa ou fazer uma grande apresentação tem, esse tipo de ansiedade. Claro que para mim existe um desafio, na verdade, de criar uma coisa nova. Não posso não replicar o "Coisas do meu imaginário", é outro momento, um outro Rael, a gente está sempre mudando. E existe o fato de que eu não consigo mais falar qualquer coisa, só sair rimando. E também não posso me repetir, então cada vez fica uma coisa mais desafiadora de fazer, isso gera uma ansiedade, uma pressão. Temos data, a gente quer lançar no primeiro semestre, eu tenho que ter uma certa quantidade de músicas prontas. Então a gente se preocupa com isso, com temas, com referências de uma faixa para a outra, para não ficar falando tudo igual. É um desafio, gera uma ansiedade, sim, naturalmente.

Você sempre fala das suas diferentes influências. O que você tem ouvido agora? Tem escutado algo que te inspire para o disco? Tem algo em especial?

Atualmente, eu tenho achado que está tudo muito igual, muito trap. Você vai para algum outro canto do mundo, vai para a Europa, e ouve uma música lá que parece uma música norte-americana, que também parece coisas que rolam aqui no Brasil. Com isso, eu tenho ouvido mais coisas africanas, um artista chamado Burna Boy (da Nigéria), uma menina bem novinha jamaicana chamada Koffee… Que mais? E ouço minhas coisas de sempre brasileiras, Jorge Ben, Djavan, Vinicius de Moraes — que eu rodo com esse show, também. Coisas que às vezes alguém me apresenta também. Hoje em dia a gente tem um leque muito grande, porque existem essas playlists, as plataformas de streaming. Isso acaba dando uma biblioteca grande para você, uma coisa expansiva. Toda hora chega uma novidade. Isso é legal.

Mas a gente aqui no Brasil acaba não olhando tanto para a África.

Isso tem me suprido. Eu tenho ouvido essas músicas, que têm um pouco da influência do Fela Kuti, mas os caras misturam com uma coisa moderna, então é um afrobeat mais moderno. Tem umas coisas parecidas com o reggaeton, que é uma coisa que rola com os nossos vizinhos aqui da América Latina. Então você vê que a música africana se fragmentou. Tem coisas muito parecidas com o baião, tem coisas que vão para o house que eu tenho gostado, que eles chamam de afrohouse, é legal. Eu tenho ido para a África. De novembro para cá, fui para Angola fazer show e de férias agora eu fui para o Zimbábue e para a Tanzânia, então também me conectei de novo com essa cultura, com as músicas. Enfim, eu tenho buscado. Isso tem me tirado da zona de conforto também, porque a batida é diferente, as melodias são diferentes, acho que está me trazendo uma nova visão de música. Vivi no hip hop, ficava vendo tudo o que acontecia nos Estados Unidos, isso começou a me limitar também, e eu queria fazer outras coisas. Quero fazer outras coisas.

Angola tem a vantagem da língua, né? É um elo forte com o Brasil. Por falar nisso, tem o Língua Franca (projeto que reúne Rael, Emicida e os rappers portugueses Capicua e Valete, com disco homônimo de 2017), vocês também se apresentaram na Europa com ele…

Aqui também rolaram alguns. Pô, foi bem legal, mano, foi muito massa. O público português gostou do projeto, a gente tocou em festivais grandes, como Super Bock Super Rock, Festa do Avante!, Rock in Rio Lisboa. A recepção foi bem boa. Acho que é um projeto interessante, essa coisa da lusofonia, da rima. Abriu um caminho para outras pessoas fazerem isso também.

Vocês pretendem fazer outras coisas juntos?

Um "Língua Franca 2"? Talvez. É difícil conciliar as agendas, e agora eu estou em estúdio, a Capicua também, acho que o Emicida também… E às vezes na estrada, com as turnês individuais, o Língua Franca ficava uma coisa que a gente fazia quando dava para conciliar as agendas. Mas sim, no futuro próximo pode rolar um novo "Língua Franca". Foi uma loucura fazer esse disco, a gente fez ele em dez dias. Dez músicas em dez dias. Ficou bacana, mas eu acho que podia ter saído melhor se a gente tivesse tido mais tempo. Mas foi uma experiência bacana, com músicas legais.

Você citou seu show com o repertório de Vinicius. Como foi mostrar um outro lado seu, explorar o Rael cantor? Como foi a experiência?

Ah, foi maravilhosa. Foi como se fosse dirigir um filme de um cantor muito conhecido. Podem acontecer duas coisas, ou as pessoas podem gostar muito, ou podem falar: "Nada a ver, não está à altura desse personagem, o filme ficou ruim." Fazer o show do Vinicius teve essa responsabilidade, esse medo também. Era uma responsabilidade muito grande, eu estava compondo em cima das letras, fazendo versões, levando para um lado meu, uma coisa mais atual, misturando com afrobeat, com reggae, com rap. Então eu fiquei com medo da crítica, mas deu tudo certo, as pessoas que são fãs de Vinicius adoraram, falaram que eu trouxe ele para os dias de hoje, a molecada que me acompanha e não conhecia Vinicius começou a conhecer e a gostar também, a família dele adorou, eles querem muito que eu grave esse projeto — talvez seja uma coisa que eu faça num futuro próximo. Enfim, tem sido maravilhoso, eu vou ter show agora dia 21 de fevereiro no Bourbon Street (em São Paulo), uma casa bem conceituada, onde tocou B.B. King, no cenário tem um respaldo muito grande. E me tira da zona de conforto também, eu estou muito acostumado com com rap, em pé, "digam hey". É um show em que eu fico sentado, conto a história do Vinicius, coloquei algumas rimas, faço poesia em cima de algumas músicas, é uma coisa totalmente nova para mim também como para o público fã do Vinicius.

Como aconteceu o projeto?

Eu recebi um convite para fazer um programa chamado "Versões" (no Canal Bis) e, quando eu estava ensaiando, eu falei: "Mano, está ficando legal isso, pode virar um show." E acabou virando. Eu já tinha feito em 2016, eu, Criolo e Terra Preta, num especial do "Som Brasil", da Globo, que era sobre o Vinicius e eles chamaram a gente para fazer três músicas do "Os Afro-Sambas" (disco de 1966, com Vinicius e Baden Powell). A gente chegou lá e cantou como era. O cara falou: "Pô, vai ter Gal Costa cantando, o Ed Motta. Nós chamamos vocês para vocês colocarem o rap de vocês." Eu olhei para o Criolo: "Ih, e agora?" (risos). Aí a gente meteu umas rimas lá. Foi a primeira vez em que eu tive esse contato e essa liberdade de compor em cima da obra do Vinicius. Quando recebi esse convite de novo, escolhi artistas que outras bandas já tinham escolhido: Djavan, Jorge Ben. Aí falei: "Ah, eu gosto muito de Vinicius." Rolou. Eu me encontrei nessa história com ele de novo. Sempre acabo me conectando com a obra do Vinicius de Moraes.

No disco novo, você pretende explorar o seu lado cantor? Que é uma coisa que a gente já vê você fazendo em alguns momentos…

Eu estou pretendo fazer uma parada que tenha uma diversidade de música para música também. Então tem as love songs, aquelas em que eu canto mais. E também tenho que explorar meu lado rimador, porque cantar é gostoso e estou meio viciado. Meu lado MC está ficando um pouco adormecido. Eu estou parando parar compor e só vem música de amor (risos). Está complicado de falar das coisas agora, a gente está vivendo um momento muito difícil, então eu ainda não sei o que dizer, ainda estou pensando, estou refletindo. Em vez de ficar falando, eu estou tentando refletir sobre o que está acontecendo com o mundo. Está sendo difícil de colocar para fora. Mas sim, vai ter esse lado cantor também.

A gente estava falando da sua carreira, que deu um salto nos últimos anos com o seu disco mais recente, mas a cena do rap também vem crescendo. Passamos a ver um pouco mais de diversidade, mulheres e artistas LGBT ganhando espaço. Como você vê a cena do rap no Brasil atualmente? 

Acho que o povo acordou e viu que é possível fazer as coisas. Antigamente a gente tinha limitações. Sei lá, se eu quisesse mostrar uma música para o KL Jay, o DJ dos Racionais, eu tinha que tentar achar ele. Eu sou muito fãs deles, se eu quisesse mostrar algo para algum deles, eu tinha que tentar encontrar em algum show, algum lugar, tentar entregar uma mídia de CD, sei lá, era muito difícil. Agora as pessoas viram que a gente tem a internet, que ali a gente pode fazer as coisas circularem, e são coisas que dão certo, em que as pessoas se amarram. Acho que isso fortaleceu esse mercado. Apareceu muita gente nova. Isso aconteceu no mundo. O rap está forte em todo lugar do mundo. Então é um reflexo que veio para o Brasil também, e começaram a enxergar a diversidade dentro disso tudo, as mulheres, as pessoas LGBT. Enfim, eu acho que vem numa crescente, ainda não é todo o público brasileiro que entende o rap, não. Mas sim, em meio aos jovens, à música urbana, o rap vem mostrando a sua cara, eu vejo artistas em programas de televisão, todo fim de semana tem show de um ou de outro, isso daí era uma coisa que não acontecia. Não tinha nem público para isso, agora tem bastante gente consumindo esse mercado, os artistas, as plataformas digitais têm sempre lançamento. Está uma coisa bacana, e eu acho que vai aumentar daqui a alguns anos. Isso também vira uma via de mão dupla, né? Vira um mercado, as gravadoras querem e aí precisa ter artistas, produto para fomentar esse mercado. E aí vem tudo, rap que não fala nada com nada, rap de diálogo, rap que fala de droga, tem tudo. E eu acho que é a liberdade de expressão, cada um no seu cada um. Eu não posso ser moralista nem ditador do rap e dizer como tem que ser. É isso, ritmo e poesia: ritmo é o que você se identificar e poesia é o que você quiser, é a sua.

Os últimos tempos trouxeram também uma autocrítica para o rap, o próprio Mano Brown já falou que algumas músicas ele não canta mais. Acho que alguns artistas acabaram passando por esse processo, os temas acabam mudando. Como você vê isso?

Eu também. Eu estou com 36 anos, é como eu falei, eu não consigo mais… Antigamente, quando comecei, eu saía rimando qualquer coisa e ia embora, a imaturidade fazia isso. Hoje em dia eu me preocupo com o que eu vou falar. Então a gente tem que se policiar para não acabar ferindo pessoas ou grupos. E a gente também influencia muito a molecada, então tem que ficar de olho no que está falando. O meu papel como MC, com o diálogo que eu sempre propus nas minhas músicas, eu tenho que saber o que eu estou falando. E eu como cidadão, como ser humano, não está mais no meu coração falar qualquer coisa. Tem pessoas que falam de tirar onda, de curtição, de não sei o que lá, que é o momento que eles estão vivendo, é a idade também. Depois, a pessoa vai ver: "Putz, eu fazia esses bagulhos!". É natural, é normal, os adolescentes adoram.

O rap sempre foi uma música de contestação, de resistência, de luta. Você acha que o rap no Brasil ainda é esse espaço, o principal gênero de resistência no Brasil?

Eu acho que sim. Tem muitos MCs que reivindicam, que falam, que mandam o verbo rasgado, Emicida, Djonga, tem vários aí que estão mandando a letra. O próprio Mano Brown, os Racionais. Eu também tenho músicas que falam de questões sociais, embora muitas pessoas me conheçam como um cantor romântico, mas eu tenho essas músicas pesadas também. Mas não tem que ser o papel só do MC ou do rapper ser essa pessoa, eu acho que cada um, como cidadão, tem que reivindicar também. Porque às vezes esse papel fica só para nós, coloca a gente como o cara da ideia. E não é isso. Todo mundo, como cidadão tem que exercer essa função de resistência. E não: "Eu vou trabalhar daqui das oito às seis e tem um MC ali que fala por nós." Antigamente, tinha esse pensamento, e até quando você ia na televisão ou assinava contrato com uma marca os caras falavam: "Ih, o maluco é vendido!". Que nem agora: no aniversário de São Paulo (nesta sexta, 25), eu vou cantar e vou convidar o Rashid e a Pabllo Vittar. Não teve muita retaliação nem nada na internet, mas eu vi alguns comentários: "Vendido!". Existe ainda uma galera que tem esse olhar que não combina com os dias de hoje. Só porque a gente é uma música de resistência, eles acham que a gente não pode cantar com alguém que está no mainstream ou ir na televisão, deixou de ser quebrada. Essas coisas, tipo: se eu sou embaixador de uma marca no Brasil, eu sou vendido. Mas só que o Kendrick Lamar lá fora eles acham da hora. Então, não entendo (risos). Tipo: "Aí, negão, eu estou te vendo, você não pode muito, não." Rola uma perseguiçãozinha.

Você acha que tem uma questão racial, que os artistas pretos são mais cobrados do que os brancos?

Eu acho que é um conjunto de coisas. Às vezes até o moleque da quebrada é o cara que está achando que você é vendido. É uma coisa cultural, o Brasil é assim, vem com o desenho social de muitos anos, de que o negro tem que estar em tal lugar, e, quando você começa a avançar muito, parece que incomoda algumas pessoas. Mas estamos aí, dando outro formato para esse tipo de desenho social.

Apesar disso, a gente avançou bastante na discussão sobre racismo e outras formas de preconceito também. Como você vê isso?

Eu acho que estamos caminhando para ter mais entendimento sobre a história do Brasil, na verdade. As pessoas têm falado mais nisso. Mas agora vejo muita gente que não entende. É como o Yuka falou: "Às vezes confundem justiça com vingança." Eles acham que a gente quer se vingar. Não, a gente só quer uma coisa mais igual. Eu não quero que ninguém me dê nada, não. Só queremos uma sociedade mais justa, colocar um pouco mais de preto nesse desenho social aí, porque não tem muito.

O show de sábado é no Maracanã. Você tem alguma relação com futebol?

Já joguei, eu tive um time chamado Time do Loko, na época do Pentágono. Mas era difícil conciliar, porque a gente ia fazer show e aí o jogo era no domingo, a gente chegava tudo virado, cansado, só perdia. A única vez que a gente ganhou foi porque o outro time não veio (risos). Mas eu sou corintiano, quando posso, eu vou ao estádio.

Vai lá:
Emicida, Rael, Rashid e outros artistas
Quando: Sábado, 26 de janeiro, às 21h
Onde: Parque da Bola. Estádio Mario Filho (Maracanã). Professor Eurico Rabelo, 18 Portão 4, Maracanã 
Quanto: de R$ 30 (meia, pista) a R$ 100 (inteira, vip), 1º lote

Sobre a autora

Kamille Viola é jornalista, com passagens e colaborações por veículos como O Dia, O Globo, O Estado de S. Paulo, Billboard Brasil, Bizz e Canal Futura, entre outros. Nascida e criada no Rio, graças ao jornalismo já andou pelos mais diversos cantos da cidade.

Sobre o blog

Do pé-sujo mais tradicional ao mais novo (e interessante) restaurante moderninho, do melhor show da semana à festa mais comentada, este blog busca fazer jus à principal paixão do carioca: a rua.